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Mostrando postagens com o rótulo Artur da Távola/Mestre Junguiano

Tantinho

~Não cobre do garimpeiro o ouro. Cobre-lhe a sua eterna procura~ Artur da Tavola algumas gordurinhas ainda fora do lugar. Exames agendados, ecocardiograma e teste ergométrico , agendados para ter certeza que posso e tear numa academia. Falei pro meu cardiologista que quero ficar gostosa , rsrs,  ele riu e respondeu que na verdade o homem não liga para isso quando escolhe uma mulher. Isso de ficar maravilhosa e coisa que fazemos para as outras mulheres verem. As feministas trucidariam a nós. Ele por dizer, e eu por escrever e concordar com isso. Mas posso dizer  que gosto quando mulheres me olham com curiosidade . Fico satisfeita , mais do que quansonum homem. Não por ser lésbica declarada  (talvez o seja enrustida, quem sabe?! :) Na verdade somos nós que escolhemos os homens que nos interessam antes dele. Bem, o fato é que estou adorando  me ver mais magra, não pintando os cabelos; ainda não sei o que farei com os ditos...

Riquezas de Artur da Távola

Querido Artur da Távola, Hoje ouvi música clássica pela manha. No metrô. Não sei quem veio primeiro. Se sua lembrança ou se a música te trouxe a mim. E Paganini, nessa versão com o David Garret, me recorda vc.  E agora ao visitar o Feedly, no belo Caderno Aquariano te reencontrei. Sincronicidade pura. Jung, que conheci belamente contigo. Como encerrar essas linhas, não sei. Pois não há palavras que encerre o que no coracão veio pra ficar. A sua doce e bela lembrança. (quando me lembrei de ti desejei um texto para deixar aqui e com uma cancão clássica. Mal sabia  que o texto ja esperava por mim.) Artur da Távola   –  homem precioso e refinado Coisas que a vida ensina depois dos 40 Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.  Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.  Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade....

Ode Ao Gato

ODE AO GATO (Artur da Távola) ichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso. Nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis. Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado? Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo? Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentilez...

Artur da Távola ~ II

Artur da Távola APENAS UM MEDIANO Aos sessenta e sete anos com calma e resignação afinal aceito o que sempre tentei negar: ser um mediano. Cheguei a supor-me capaz de ser filósofo quando moço, mergulhado nas inquietações do ser. Faltou-me continuidade, mergulho sério no estudo. Preferi a vida e seus desafios. Restaram-me fiapos de Kant, raivas de Hegel, influências agônicas de Marx, pouco de Santo Tomás de Aquino, o Deus de Spinoza panteísta, paixão por Heráclito e admiração por Zenão de Eléa que ainda me desafia a provar que o movimento existe. A estes freqüentei de modo boêmio, superficial e utilitário. Já dos pensadores de meu tempo apenas compreendi e estudei Althusser mas até ele assassinou a mulher e morreu louco... De Lacan, Delleuze, Marcuse, fugi. Por ignorância, preguiça e por preferir a sabedoria ao intelecto. Incorporei o budismo zen e o cristianismo existencial de Gabriel Marcel; e o musical de Olivier Messiaen. Orgulhoso ou solitár...

Artur da Távola

A ÂNSIA DE SER O QUE NÃO É Toda pessoa aspira ser o que ainda não é, ou ter o que ainda não tem. Nas sociedades materiais, possuir bens e sair do sufoco terrível de ter que viver pensando na casa, na roupa, e na velhice, é uma das aspirações do homem médio. Na sociedade de consumo, o índice de subida e de progresso pessoal é medido, pela capacidade de consumir. "É" mais, quem pode consumir mais. A variedade e diversificação da capacidade de consumir determina formas objetivas e subjetivas de valorização da pessoa. Assim sendo, o mundo dos que consomem com fartura passa a ser um mundo invejado, aspirado, desejado, ansiado. Ele representa o nível de aspiração dos que estão abaixo na escala social, sobrevem um impulso saudável de "subir". Mas também aumentam a cobiça e a inveja. Cada pessoa sabe ter uma possibilidade de ascensão. A maioria conhece os limites dessa possibilidade. Muitos, porém, os desconhecem e passam a vida tentando atingi-lo. Alguns...