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Mostrando postagens com o rótulo Hannah Arendt

Beleza e dor

Novamente.nos braços de Hannah  Arendt    seu profundo e embriagador~ ~Homens em Tempos Sombrios~ (apenas na condução consigo ler. Em casa o desgaste me pede  abandono nos minutos livres antes de dormir que a leitura nao permite) Pensei que estava finalizando a parte sobre Walter Benjamin (estou na 185 e vai até a 222) na qual Hannah se prolongou por mais páginas que os anteriores,  e a cada virar de página vou me embrenhando em sua inteligência e sensibilidade raras. Falo aqui de Hannah. Walter Benjamim se suicidou em 1940 e me pergunto a razão de homem tão brilhante  não suportar o peso da vida.  Há vários  exemplos como o dele na vida pública  e isso me inquieta e angustia. Suicídio me deixa perplexa pois sei que não é fácil viver e nem tampouco morrer, ou melhor,  escolher a morte. Quase desisti de seguir essa leitura, tamanha profundidade abordada.  Duas razões me frearam:   - quero iniciar o seu A Condição Hu...

Sementes

" Os tempos modernos e a antiguidade concordam num ponto: ambos encaram a compaixão como algo totalmente natural,  tão inevitável para o homem quanto, digamos, o medo. Portanto, é ainda mais surpreendente que a antiguidade tenha assumido uma posição totalmente diferente do grande apreço pela compaixão nos tempos modernos. Por reconhecerem tão claramente a natureza afetiva da compaixão, que pode nos dominar como o medo, sem que possamos resistir a ela, os antigos consideravam a pessoa mais compassiva não mais autorizada a ser tida como a melhor do que a mais medrosa. Ambas as emoções, por serem puramente passivas, impossibilitam a ação. E por isso que Aristóteles tratava a compaixão e o medo juntos. No entanto, seria totalmente equivocado reduzir a compaixão ao medo -- como se os sofrimentos de outros suscitassem em nós medo por nós mesmos -- ou o medo à compaixão -- como se, no medo, sentíssemos apenas compaixão por nós próprios. Surpreendemo-nos ainda mais quando ouvimos (de C...