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Um daqueles magnífícos

“ Um livro precisa antes de uma história,  de um sentimento que o preceda e o defina” ds Ao leitor Martha Calderaro Descobri Marguerite de Yourcenar em Paris, em 1962, através deste livro monumental, elaborado, escrito e construído à maneira das antigas catedrais, durante anos de trabalho, de pesquisas, de aprimoramento. Iniciado em 1924 e concluído cerca de vinte e sete anos depois (1951), teve diversos manuscritos destruídos , outros interrompidos para pesquisas mais profundas, e outros anda  abandonados durante crises de desânimo diante da magnitude da obra. Nas horas de desencorajamento, a autora visitava museus, consultava bibliotecas e sofria diante da obra inacabada. Anotava, escrevia, reescrevia, recolhia dados, sedimentava conhecimentos até absorver complementava a personalidade do Imperador Adriano e considerar-se  pronta para escrever as suas memórias na primeira pessoa, num salto de dezoito séculos sobre o tempo. Depois de adquirir o livro em Pari...