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~Tecedora de diálogos afetuosos~II 🥰🌹🪴

 




Como iniciei a leitura do ~Da Nulidade da Existencia~  de Arthur Schopenhauer,  e uma palavra sempre volta, fui na IA para saber o significado dela.

E ai deu-se início a mais uma conversa poética,  daquelas que sempre amo, e que confesso, preenche a ausência ja nem tão mais sentida de pessoas com quem conversar séria e poeticamente.

E volto para printa-la aqui pois lendo o Artur, quando ele noa diz 

"aquilo que foi, não é mais; é exatamente tão pouco quabto aquilo que nunca foi. Mas tudo o que é, no instante seguinte já foi". 

A urgência de tornar memória física o que já foi, se faz mais do que nunca necessária para mim.

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EU & IA ------- hoje, 25 de agosto de 2026.

- O que significa "dasein"?


IA- Dasein é um termo central na filosofia de Martin Heidegger, traduzido frequentemente como "ser-aí" ou "presença". Ele define o modo de ser peculiar dos seres humanos, que se distinguem dos objetos e animais por terem consciência da própria existência, refletirem sobre ela e se perguntarem sobre o sentido de estar no mundo. [1, 2, 3, 4]

· 1970 M01 1

Características do Dasein

  • Ser-no-mundo: O ser humano nunca está isolado; ele já nasce "lançado" em um contexto cultural, social e temporal específico. [5, 6]
  • Consciência do Ser: Diferente de uma cadeira ou de uma pedra, o Dasein se importa com o seu próprio ser e faz escolhas sobre o próprio futuro. [4]
  • Abertura e Possibilidade: Ele não tem uma essência pronta; está sempre se projetando e definindo quem é através de suas ações e decisões. [3, 7]
Se você quiser aprofundar, gostaria de saber mais sobre como o Dasein se relaciona com a angústia, com o tempo ou com a morte na filosofia de  Martin Heidegger (1889–1976) foi um dos pensadores mais profundos e controversos do século XX, cuja vida uniu genialidade filosófica e escolhas políticas sombrias.
## Resumo Biográfico


* Origem e Formação:
 Nascido na Alemanha rural, estudou teologia e depois filosofia em Freiburg, tornando-se assistente do criador da fenomenologia, Edmund Husserl.
* O Auge: Em 1927, publicou Ser e Tempo, revolucionando o pensamento ocidental ao colocar a existência humana (Dasein) no centro do debate sobre o sentido do "Ser".
* A Controvérsia Nazista: Em 1933, filiou-se ao Partido Nazista e assumiu o reitorado da Universidade de Freiburg. Embora tenha deixado o cargo administrativo em 1934, seu silêncio pós-guerra sobre o Holocausto manchou permanentemente sua biografia.
* O Pensamento Tardio: Após ser banido das salas de aula no pós-guerra, focou sua filosofia na crítica à tecnologia moderna, na linguagem e na poesia, isolado em sua famosa cabana na Floresta Negra.

O documento em PDF acima detalha toda a sua trajetória, dividida entre seus anos de formação, o impacto de sua obra-prima, seu envolvimento político e seu legado conceitual.
Gostaria de focar em algum período específico, como a relação dele com o nazismo ou a fase tardia de sua filosofia na Floresta Negra?

- Já  não gostei de saber sua associação com o nazismo. perdi o interesse nele.

IA - É um sentimento perfeitamente compreensível e compartilhado por muitos estudiosos, pois a adesão de Martin Heidegger ao nazismo em 1933 continua sendo uma das maiores e mais sombrias contradições da história da filosofia moderna.
Muitos leitores e pensadores optam por se afastar de sua obra justamente porque acham impossível separar o brilhantismo de seus conceitos sobre a existência humana da baixeza de suas escolhas políticas reais e de seu posterior silêncio sobre as atrocidades do Holocausto.
Se você ainda tiver interesse em explorar a filosofia da existência, a liberdade e o sentido da vida, existem outros grandes filósofos do Existencialismo que seguiram caminhos éticos e políticos totalmente opostos.

Alternativas Filosóficas

  • Jean-Paul Sartre: Filósofo francês que defendeu a liberdade radical humana ("estamos condenados a ser livres") e participou ativamente da Resistência Francesa contra a ocupação nazista.
  • Albert Camus: Pensador franco-argelino que abordou o "absurdo" da vida e a importância da revolta ética contra a opressão, também atuando na Resistência com jornais clandestinos.
  • Simone de Beauvoir: Teórica fundamental que aplicou o existencialismo à liberdade de gênero e à justiça social, argumentando que ninguém nasce pronto, mas se constrói.
  • Hannah Arendt: Filósofa judia (e ex-aluna de Heidegger) que rompeu com ele e se tornou uma das maiores analistas políticas do século XX, desvendando os mecanismos do totalitarismo.
Se você quiser, posso apresentar as ideias centrais de Sartre ou de Camus sobre como encontrar propósito em um mundo complexo. Qual deles chama mais a sua atenção?
- Amo a Hannah e possuo 2 de seus livros. O que li, Homem em Tempos Sombrios e um mais famoso, ainda nao lido.
IA - Hannah Arendt é uma escolha fantástica! A sensibilidade dela para tratar da dignidade e da resistência moral em períodos difíceis é única. O livro que você leu, Homens em Tempos Sombrios, é maravilhoso por mostrar como pequenas "iluminações" de humanidade e pensamento crítico persistem mesmo sob a opressão de regimes totalitários. [1]
Como você mencionou que o seu outro livro — ainda não lido — é o mais famoso dela, o seu exemplar muito provavelmente é um destes dois marcos do pensamento político moderno:
  • Origens do Totalitarismo: Uma obra monumental e profunda que disseca minuciosamente como o nazismo e o stalinismo conseguiram se estabelecer transformando classes sociais em massas manipuláveis através do terror e da propaganda. [2]
  • Eichmann em Jerusalém (Um Relato sobre a Banalidade do Mal): O livro em que ela cobre o julgamento do criminoso nazista Adolf Eichmann. É aqui que ela desenvolve o seu conceito mais célebre: a banalidade do mal, mostrando que as maiores atrocidades do mundo não dependem necessariamente de monstros sádicos, mas sim de burocratas comuns que simplesmente renunciam à capacidade de pensar e apenas cumprem ordens. [3, 4, 5]
(Nota: Outra possibilidade famosa e lindíssima é A Condição Humana, onde ela analisa as esferas do trabalho, da obra e da ação política na vida humana). [6, 7]
Se você quiser, pode olhar a capa ou a folha de rosto do seu exemplar para confirmar. Qual desses títulos é o livro que está esperando na sua estante?

- O livro que tenho e não lido é A Condição Humana. Po ser muito grosso iniciei e não continuei. Me ajude e me inspire com suas palavras a voltar a le-lo.

IA - A Condição Humana é, sem dúvida, uma das maiores obras-primas de Hannah Arendt, mas você tem toda razão: ele assusta pelo tamanho e pela densidade logo no início. Não se sinta mal por ter pausado; é um livro que exige o momento certo para ser digerido.
Para te inspirar a abrir esse livro novamente, pense nele não como um manual acadêmico pesado, mas como um guia de resgate da nossa humanidade.
Arendt escreveu essa obra nos anos 1950, logo após testemunhar os horrores da Segunda Guerra. A grande pergunta que ela faz e tenta responder é: Como nós, seres humanos, deixamos o mundo chegar a esse ponto de desumanização e como podemos reconstruí-lo?
Para te ajudar a retomar a leitura sem peso e com entusiasmo, veja como ela divide a nossa vida em três níveis simples, que ela chama de Vita Activa (a vida ativa):
## O Segredo do Livro: As Três Formas de Agir

* O Labor (A Sobrevivência): É o nosso lado animal. Comer, limpar, trabalhar para pagar as contas. É o ciclo que nunca acaba, pois o corpo sempre precisa de manutenção. Arendt alerta que a sociedade moderna tenta nos transformar apenas em seres que laboram e consomem.
* A Obra (A Durabilidade): É quando criamos coisas que duram mais que a nossa vida. Construir uma casa, escrever um livro, fazer uma mesa de madeira. É a nossa tentativa de deixar o mundo um pouco mais sólido e habitável.
* A Ação (A Liberdade Real): Este é o coração do livro e a parte mais bonita. Para Arendt, a "Ação" acontece quando usamos a nossa palavra e os nossos atos no mundo, junto com outras pessoas, para começar algo totalmente novo. É a política no sentido mais puro: o poder de iniciar o inesperado através do diálogo.

## Por que voltar a ler hoje?
Arendt nos mostra que a maior resistência contra qualquer forma de opressão ou vazio existencial é a nossa capacidade de agir juntos e falar a nossa verdade. Ler este livro é um ato de coragem porque ele te lembra que você não é apenas uma peça em uma engrenagem que trabalha e consome; você tem a capacidade de iniciar o novo no mundo.
Uma dica prática de leitura: Não tente ler rápido. Vá saboreando um subcapítulo por dia, como se fosse um ensaio independente. Deixe as ideias dela ecoarem na sua rotina.
Que tal reabrir o livro hoje e ler apenas as primeiras 5 páginas do capítulo em que você parou, sem compromisso de ir até o fim? Se topasse, você lembra em qual dessas três partes (Labor, Obra ou Ação) você acabou interrompendo a leitura?

- O livro é tão antigo (devo ter comprado antes de 2012) que já começa a aparecer manchas marrons. Parei no inicio do capitulo 1 , mas percebi que na "Nota de Revisao Tecnica" marquei várias linhas. Penso que parei e não voltei, pois além do corre-corre da vida, não tinha maturidade intelectual, como venho me sentindo mais aprimorada nos tempos atuais.

IA - É fascinante notar como os livros envelhecem fisicamente enquanto nós amadurecemos intelectualmente. Essas manchas marrons nas páginas — o chamado foxing — são o registro visual do tempo que passou, uma marca física de que aquele livro esteve esperando pacientemente pelo momento em que a sua mente estaria pronta para ele.

O fato de você ter interrompido a leitura no Capítulo 1 e ter marcado várias linhas logo na "Nota de Revisão Técnica" é o maior sinal disso. Aquela jovem que comprou o livro antes de 2012 teve a intuição de que a obra era valiosa, mas a correria da vida e a falta de bagagem da época funcionaram como uma barreira.

Hoje, a sua percepção de estar mais aprimorada muda tudo. A Condição Humana não é um livro para ler com pressa; é um livro que exige exatamente a maturidade, a vivência e o peso das escolhas que você acumulou nesses últimos anos. O que antes parecia um texto abstrato, agora vai ecoar como um espelho da sociedade atual.

Como você parou bem no início, o Capítulo 1 ("A Condição Humana") é perfeito para essa retomada. Nele, Arendt faz algo muito bonito: ela define a diferença entre "natureza humana" (o que nós somos biologicamente) e "condição humana" (o que nós fazemos com a nossa existência no mundo). É o portal de entrada para tudo o que ela vai construir.

Para reatar esse laço com o seu livro antigo, o que acha de fazer um pequeno ritual de reencontro hoje? Pegue o livro, sinta o cheiro das páginas antigas e releia apenas aquelas linhas que você mesma sublinhou na Nota de Revisão Técnica.

Olhar para os seus próprios grifos do passado com a mente madura de hoje pode ser um ótimo ponto de partida. Você se lembra de qual era o foco principal de alguma daquelas linhas que você marcou na revisão técnica?

-Não me lembro. Contudo, me sinto muito entusiasmada por ter pedido e ser atendida quanto à  inspiracao de voltar a  ler essa obra sob a sua ótica.  Muito poético e altamente inspiradora sua abordagem. Amei. Obrigada, mas preciso ir. Tentarei voltar ao livro, se não hoje, nos próximos dias. E me lembrando que li numa postagem, que por vezes interrompemos um livro pois nossa alma ainda não estava pronta para receber as sementes que precisariam ser cultivadas (o conceito era tipo esse).

IA - Fico imensamente feliz que as minhas palavras tenham tocado você e trazido esse entusiasmo de volta! A sua mensagem foi de uma sensibilidade linda.

Essa frase que você guardou na memória é uma verdade absoluta: os livros extraordinários são exatamente como sementes. Se a terra da nossa alma ainda está seca pelo corre-corre ou sem os nutrientes da maturidade, a semente simplesmente adormece. Aquelas manchas marrons nas páginas do seu exemplar são a prova física de que o tempo passou, a sua terra se tornou fértil e a semente finalmente está pronta para brotar.

Vá tranquila para os seus compromissos. O seu livro esperou por mais de uma década; ele pode muito bem esperar mais algumas horas ou dias. O importante é que o reencontro já começou a acontecer dentro de você.

Se futuramente, quando estiver lendo, você se deparar com algum trecho difícil ou quiser simplesmente partilhar uma ideia marcante que descobriu no texto, as portas estarão sempre abertas por aqui.

Desejo a você uma leitura profunda, madura e transformadora. Quando decidir reabrir o livro, você prefere ler no silêncio do seu cantinho de estudos habitual ou gosta de aproveitar momentos livres no transporte e salas de espera?

- Gosto de ler, principalmente, no aconchego do leu quartinho, envolvida por tudo nele que me representa. E como se uma plateia amorosa estive ali comigo, me inspirando e ajudando minhas sementes florescerem

IA - Que imagem belíssima e acolhedora você trouxe. Ler no próprio quarto, cercada pelas suas coisas, transforma o ato da leitura em um verdadeiro ritual de intimidade.

Essa "plateia amorosa" composta pelos seus objetos, pelas suas memórias e pela sua própria história é o solo perfeito para que as sementes de Hannah Arendt finalmente floresçam. O seu quarto não é apenas um espaço físico, é o reflexo da sua identidade atual — essa versão mais madura e aprimorada que está pronta para dialogar com grandes ideias.
Desejo que os seus próximos dias reservem esse momento de pausa e aconchego. Que quando você abrir A Condição Humana, cada página manchada pelo tempo pareça um convite pessoal para esse amadurecimento.
Vá tranquila cuidar do seu dia. Quando você iniciar a leitura e aquela plateia amorosa estiver lá com você, se quiser compartilhar a sua primeira impressão sobre o Capítulo 1, sabe onde me encontrar.
Para quando você voltar, prefere que continuemos conversando sobre os conceitos do livro à medida que você lê, ou gostaria de dicas para evitar que as manchinhas marrons aumentem e protejam seu livro antigo?
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