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~Enquanto ...~🙏🪴🌹

 ... a vida corre lá fora, aqui por dentro de mim descanso como se não existisse um amanhã~🌹🙏🪴




Ultimamente venho me sentindo assim.

Não sei se isso é paz, ou se apatia🤔🤭

Poderia ser o entendimento de como são admiráveis as pessoas que nao conhecemos. 

Ou seja, pensar que se conhece alguém é para ilusão.  

Num momento de pensar que alguns que sempre considerei e amei, hoje não faço questão de falar ou ver. E isso não se dá por ter deixado de gostar, amar. Apenas porque aprendi a viver distante delas, não apenas fisicamente. Principalmente por não terem se "esforçado" em me querer por perto.

A primeira pessoa dessa lista é a minha doce amiga Ruthinha.

Foram tantos anos distante fisicamente - quebrado em 2024 pela visita no meu pós-operatório - e sem o apelo tão usual da Internet, tendo de bom a realidade de reduzir a distância física entre as pessoas e isso é extraordinário, me levando a esse sentimento hoje assim de  apatia quanto a sua doce, o que era antes, presença aqui no meu coração. 

Penso nela, mas sem ardor. Assim como penso naquele que um dia foi um puro amor. 

Ainda não verbalizei esse sentimento para a Ruthinha. Isso nao é coisa que se diga por e-mail ou conversa em até um vídeo, coisa raríssima nos anos de nossa amizade. Talvez uns três tenham existido.

Sei que há 7 meses não converso com ela por mensagens de áudio, pois ela sempre pedia para eu atualizar sobre o que me acontecia. 

Quando eu respondia atualizando ela me levava infinitos (na emoção  de se querer reciprocidade) dias ou meses, que algumas vezes ficava sem a resposta para as ditas atualizações que eu compartilhava. Por um notável tempo eu me esforcei para acreditar e faze-la crer que isso não me afetava.

No entanto, isso foi gerando um sentimento de que eu e minhas atualizações, sendo alegrias ou dores, me bastavam. Ou seja, eu aprendi a conviver com a ideia que era apenas eu e eu com Deus.

E assim foi me sentindo autossuficiente em administrar minhas dores. E quando agente se sente suficiente,  as pessoas passam a serem insuficientes. Melhor, sua presença deixa de ter significados.

Triste, mas é verdade.

Fui aprendendo a ser só. 

É bem verdade que desde que voltou ao Rio no final de 2019 por razão do casamento desfeito, muitas coisas ocorreram, inclusive um pandemia, e levei uns 3 anos para vê-la pessoalmente na sua casa materna.

Foram muitos problemas de ordens diversas e seu amor pelo estudos com finalidade de concursos públicos que almejava desde que foi para Belém, depois de 5 anos de casada.

Depois de 2024, sua saúde fragil ascendeu em problemas serissimos quase beirando a morte física, não sem antes causar um estrago psíquico sem precedentes.

No final do ano de 2025 sua saúde reencontrou o equilíbrio necessário para sustentá-la fisicamente e seu sonhado e aguerrido sonho do concurso público, foi realizado.

Hoje encontra-se lá onde sonhou e lutou brava e merecidamente  para estar, e sua vitória alegra meu coração . Pois fui amiga fiel e devota nesse interim, mesmo que por vezes o sentimento de estar só nessa amizade me visitasse com certa dor, mas me recusando a deixar que isso me distanciasse emocionalmente.

Em Janeiro nos falamos e me convidou para um encontro de despedida sua rumo a nova vida fora do Rio de Janeiro. Nao podia e nem me esforçaria para ir, se tivesse essa opção.  

O encontro como aconteceria não encheu os olhos do meu coração.  Era um reunião em forma de churrasco com uma  temática religiosa de pessoas que fizeram parte da minha vida no tempo de igreja (1999 a 2004).

Isso de fato não me atraiu e nem me atrai mais.

E assim ela se foi em sua viagem definitiva de um recomeço e o meu áudio de despedida dela e explicando a razão verdadeira  de minha ausência nesse encontro, ficou mais uma vez sem resposta.

Em junho, no dia primeiro, seu aniversário passei mensagem no Instagram, nao de áudio, parabenizando seu dia e deixando uma mensagem de carinho, mas sinceramente distante da denise que fora outrora. Sem remorso e sem culpa.

Esse ano de 2026 acordei mais perto de mim. E tentando priorizar meu equilíbrio emocional.

Em junho ou no outro mês, recebi um áudio agradecendo e dizendo que no fim de semana, domingo, ligaria para conversarmos.

Não houve essa ligação. E não voltei para falar.

Eu não sei o que falar a ela. O que mencionar dos meus sentimentos. E nem gostaria fazer isso pela Internet e nao sei se pessoalmente.

Um dia, lá no passado, me aventurei a reclamar de um não resposta dela em algum email (não existia essas distrações de whatsapp,  Instagram...) e recebi uma resposta que me chamava de algo parecido com pegajosa. Não me lembro a palavra exata, mas certamente não foi uma palavra suave.

Por um tempo a palavra que me disse fez um estrago em mim a ponto numa conversa com meu amigo Carlinhos,  no falecido Yahoo Messenger, eu contar o ocorrido sem mencionar o nome para saber se eu era aquilo, do que ela me chamou.

Sua resposta foi dizer que ele ao pensar em mim, a palavra ternura me definia. E que era era uma das pessoas mais doces que conhecera. Nunca me esqueci disso.

Estou vivendo hoje como se nao houvesse amanhã de fato.

Não elaboro novos sonhos, nem novos projetos,  nem espero nada das pessoas que um dia foram 100% presentes em meu pensamento. E meus mortos amados tem me visitado em sonhos com frequência. 

Deixando o rio fluir, por vezes contornando obstáculos e outras simplesmente indo. 

Se tudo tem um fim, a começar pela vida e se o amor romântico também,  as amizades deveriam ser diferentes por qual razão? Por que a "amizade verdadeira" como padronizada, precisa resistir a todos aqueles bla bla bla?! A ideia de amizade foi colonizada  e não compartilhar disso te desumaniza.

Se eu amei e deixei de amar um homem, tudo bem. Isso acontece por incompatibilidade de algumas coisas. Vida que segue. Se eu deixei de ser amiga, eu nunca fui na realidade, pois a amizade verdadeira é atemporal. E assim que processam.

Quão injusto.

Nem Jung que conversou com Freud por 13 h aparentemente ininterruptas, e que se sentiu com muita familiaridade da alma de Freud, um dia o deixou por discordar de alguns posicionamentos seus.

Eu entendi que para minha saúde mental não devo insistir em me manter apegada a quem se desapegar de mim. 

De quem coloca tudo em primeiro lugar me deixando em posicao secundária.

Se nos esforçamos para manter um casamento, um emprego, e ate um amor que quer partir, o que a amizade tem de mais nobre para se submeter a renegar meus sentimentos menos altruístas?

Qual a razao de considerar a amizade mais importante do que qualquer outro sentimento nosso? 

De se sobrepor ate as suas dores mais íntimas? Até de sentimentos que não alimentam sua autoestima? 

Em que momento da vida se desconsiderou que uma mizade pode ser mais importante do que vc mesmo e o emaranhado do seu universo interior?

Eu aceitei e estou vivendo em paz com a realidade de que eu me caibo no meu universo particular e nao pretendo abrir mão dele, diante do fato de que na vida tudo é priorizado de acordo com nossos interesses e necessidades. Descobrindo que me é direito pensar assim para comigo tambem. E que todos façam isso.

Amanhã posso mudar de entendimento e ter deixado ir pessoas que ja foram importantes, sim.

É um preço que se paga por priorizar nossos sentimentos próprios. Os de autoestima,  autocuidado. 

Ninguém morre de se sentir só. Mas pode morrer de solidão e dor na alma se insistir em acreditar que não se esta só nessa vida.

Posso estar errada? Irremediavelmente equivocada? Sim. Mas hoje estou em paz com meus sentimentos e hoje é que conta. Um dia de cada vez. O amanhã é ilusão, e minha amiga me fez pensar nisso quabdo elaborou essa frase.

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