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Alberto Caeiro


"Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhazinha cedo, pela estrada,
E para de onde veio volta depois
Quase à  noitinha pela mesma estrada

Eu não tinha que ter esperanças --- tinha que ter só rodas ...
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco ...
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco."

 Alberto Caeiro 

 heterônimo de
Fernando Pessoa

XVI
O Guardador de Rebanhos


Biblioteca do Estudante
Editora Nova Fronteira



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