Hoje estive com meu irmão em sua barraquinha, que tambem é seu lar.
Fui ligar sua maquina de lavar roupas. Meu irmão nao consegue lidar com certas técnicas e ppr lá fico umas 4 horas até lavar todas as roupas.
Enquanto a máquina faz seu trabalho conversamos, as vezes cozinho, outras ele o faze sempre de forma deliciosa.
Hoje tivemos feijão manteiga om salgados e embora de dieta la a deixo de lado.
Almocei umas 2 conchas de feijão puro. Que delícia! Já que pequei com as duas rodelas de linguiça calabresa e um pedacinho de carne seca, preferi me abster do carboidrato.
Enquanto aguardavamos o feijão manteiga cozinhar a D. Lina chegava de motinha (igual da Robertinha) na garupa da neta toda serelepe no auge dos seus 80 anos muito efusiva, intensa, e ficou um pouco conosco nos divertindo com seus casos.
Tudo que ela conta tem o poder de trazer risos e leveza as conversas. Fala muito mesmo. E de forma prazerosa. Isso sem falar no charme de algumas palavras ditas de forma simplista. Minha mãe também falava assim e eu meus ouvidos se deliciavam.
Eu sorria por dentro quando ela mencionou uns contos de quando a ex-nora a acompanhava ao médico para fazer sua "doscopia". Ai ela dizia: "eu posso desconsiderar uma pessoa que fez tanto por mim? Repetindo deliciosamente a "doscopia"
A originalidade, autenticidade, das pessoas idosas me encanta.
Passar algumas horas na barraquinha do meu irmão Luiz é como se fosse sair para um passeio turístico a 100 metros de minha casa. A viagem e curtinha mas as emoções são ricas.
Na próxima vez que estiver com D. Lina vou pedir para fazer umas fotos dela. Amo suas roupas simples e belamenta coloridas.
Talvez faça na quinta-feira agora que será o dia de fazer uma feijoada à lenha. Meu mano me convidou. Ainda nao sei se irei. Mas se for, certamente verei essa bela senhora.
Agora, enquanto digito essas linhas sou visitada mais uma vez pelas mesmas emoções.
O que será de um homem que vive e uma vida sem a beleza de uma lembrança que lhe arranque sorrisos na simplicidade de seu cotidiano e nem o faça devanear.
Alberto Camus nos diz que
"Um homem sem memória é um homem sem passado. Mas um homem que não sabe fantasiar é um homem sem futuro"
Eu amo esses potes do meu mano. Já ate pedi um deles para mim. Mas ele negou. Disse que compra um novo, mas wssw dele nao. Mas eu queria o dele. Entao sempre que posso quando la estou uso o pote.




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