Preparava meu café e enquanto manuseava as peças que precisaria para tal, pensei:
- vou pedir ao meu filho que quando da minha passagem e se não houver morador na casa, já que se prepara para morar sozinho, que transforme nossa casinha em uma casa de temporada.
Fico pensando que tantos gostam de vir ao Brasil para passar temporadas e ainda que nossa residência seja distante do centro do Rio, o que é perfeitamente contornavel, essa casa tem todo a simplicidade e certo conforto, além da energia de fazer com que as pessoas sintam seu aconchego. Se sintam acolhidas
Sou suspeita para falar do aconchego com o qual minha alma se deleite nesse espaço. Mas outro dia voltando do Sacolao que abriu pertinho daqui de casa, e oferece o serviço de trazer as compras feitas, fui surpreendida pela delicadeza do comentário do entregador.
O entregador é o pai da dona do Sacolao, um senhor crente muito simpático e respeitoso (todo lugar é visilvelmente de pessoas evangélicas) e por duas vezes esteve aqui.
Na primeira entrou e deixou as bolsas na porta da sala elogiando minha salinha e o piso do chão que ainda e de vermelhão. Disse que minha casa e aconchegante e passava um sentimento bom.
Nos despedimos.
Da segunda vez que voltou ao chegar na porta da sala me perguntou se queria que entrasse com as sacolas e deixasse na cozinha.
Senti que ele gostaria de entrar e permiti.
Deixou na porta da cozinha e quando viu minha doçura de cozinha, elogiou. Nao lembro das palavras exatas. Fiz alguns comentários exaltando, é claro, minha cozinha, no que ele concordou com sorrisos.
Nao demorou. E ao passar pela sala observou a organização e limpeza do ambiente. Elogiou tambem é voltou a usar a palavra acochegante para definir minha casa. E repeti como da vez anterior que as pessoas quando me visitam falam isso.
Foi embora contente e eu fiquei com a mesma sensação. Adoro quando as pessoas gostam da minha casinha.
Tem também o Sr. Robson que fez a reforma da varandina se tornou o meu mestre de obras para quando alguma coisa na casa da defeito.
Desde a reforma ja voltou aqui duas vezes. Uma por conta do pvc do corredor que despencou com o Paulinho (coleguismo do meu irmao) quando veio me ajudar a tirar um passarinho que havia entrado no pvc da casa e se alojado no banheiro.
Nao conseguiu tirar o passarinho, caiu da escada e no susto segurou no pvc que nao suportou seu peso.
Foi um susto que tomamos e claro quentudo isso aconteceu sem.o meu filho em casa pois nao me ateevo a fazer arte quando ele está. E e seu Robson veio no mesmo dia a tarde recolocando o pvc.
Voltou uma vez antes quando a porta de ferro do banheirinho da varanda despencou uma de suas ferragens.
Toda vez que volta tira as suas botas chulezentas e que pede desculpas pelo chulé e diz que nao vai sujar meu chão tao limpinho.
Isso sem contar no Paulao, nosso amigo de infancia que tipo uma vez no ano vem nos visitar, e sempre entra na casa olhando para o alto e tecendo elogios a nossa casinha.
Isso sao três lembranças frescas que hoje me inspiraram a pensar na proposta que farei ao meu filho para quando de minha passagem.
Lógico que alguns investimentos do lado de fora da casa precisam ser atualizados e isso vem fazendo modestamente. Mas sei que um dia meu filho deixará essa casa com todo o quintal melhorado.
Assim, hoje meu café da manhã foi repleto de devaneios. E isso me deixa feliz pois iniciei o ano com a alma árida para devaneios. Mas depois de um tempo de saara na alma voltei a minha doce denise que só floresce quando sonha.
Nao é uma docurinha essa cozinha?
Sábado, dia 25, passarei horas a mais aqui pois domingo e niver do meu filho que completará 31 anos e quero fazer muitas coisas gostosinhas para ele, se meu Deus permitir 🙏❤️😘🌹



















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