Já tomei meu café.
Hoje na minha salinha, por conta de uma saudade desses dias que fiquei longe.
Aproveitar em quanto tempo.
Não me canso de contemplar esse cenário.
Amo essa cortina que comprei numa loja de produtos artesanais ano retrasado.
A oportunidade ($) de colocar uma porta nesse quarto do meio, que já foi da Neuzinha, do Carlinhos, da Roberta e Adriana e por último do meu Gabriel, e que só por isso já conta tá tas histórias e algumas lembranças fotográficas me acompanham, aconteceu ano passado.
Poderia ter colocado uma porta, o que é preciso pois quando Rosemure vem passar dias aqui, tenho que retirar minha bela cortina e colocar uma outra que inibe o olhar sobre o interior do quarto.
No entanto, quando pensava que a porta iria tirar o brilho do meu olhar e contentando da alma quando sentada aqui fico a admira-la e meu pensamento voa por outras abstrações, o que minha alma ama, não podia deixar que uma porta me tirasse esses momentos de devaneio.
Assim como o meu puff de Pilates que deveria estar no meu quartinho, ajudando nos exercício que nunca fiz e que agora tampouco irei fazer por conta do joelho.
Semana passada quase o fiz mas só de pensar que não o veria mais assim como gosto, desisti. Ainda mais agora que trouxe esse balde de prata lá da minha chefe na época de sua mudança, para ter algo que pudesse queimar um papel que não poderia ir para o lixo nem rasgado.
Só que resolvi dar outro destino e agora acolhe minha linda jibóia.
Nem tentei clarear a prata já muito envelhecida. E sem limpeza. Gosto desse tom.
Enfim, hoje estou assim com as ideias e dedos febris.
Mas tenho que sair.
Preciso ir na Estácio e visitar uma escola para pedir estágio. Tenho prazo.
Pensando na Legacy, mas ainda relutante pela tradição evangélica.
Vejamos.
(enquanto escrevia uma barata passeou por aqui e de imediato fui buscar minha bota cascuda para não infringir um sofrimento lento e ela fugiu.
Voltou agora e rapidamente fui ao seu encontro
mortal.
Acho que estou mudando. Não sei se pra melhor ou não. Pois já dou fim a uma barata sem titubear e volto a cruzar as pernas)





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