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Se vai ao longe

Campo de Santana.
Dia 25 de outubro.
Quase 09h00 da manhã.
Cansada e apressada, e uma consulta com a dulcíssima Dra. Flávia, reumatologista da Santa Casa de Misericórdia, me aguardava. 

Saindo da ABBR, atravessei a rua toda esbaforida e mal vi o ônibus já fui entrando. Antes de passar pela  roleta minha intuição me inclinou a confirmar se era mesmo o tal ônibus que me deixaria ano Castelo. Todavia, desdenhei da minha preciosa intuição e rolotrei.

Já quase na cidade percebi algo errado e compreendi que me enganei na escolha do ônibus e já começei a ficar irada e pronta para me autoflagelar, com todo tipo de condenação e mau humor. (e as vezes nossa perversidade faz a gente fica doidinhos para encontrar um desavisado no caminho e lançar sobre ele nossas frustrações.)

Daí pensei: embora tenha sido precipitada, desatenciosa, não poderia me maltratar mais do que já estava sendo por ter que descer na Central do Brasil (bem distante do Castelo) e ter ainda que fazer uso de um metrô horroroso de apertado e perder minutos preciosos (quase ou meia hora).

Então reverti o quadro cinzento e resolvi me atrasar mais 5 ou 10 minutos e adentrar no Campo de Santana e fazer essas imagens.

E isso fez toda diferença no meu humor. Na minha alma. No meu dia. 

É  muito menos complicado se horrorizar (melindrar, indignar, irar-se) com as coisas (e pessoas) do que ter boa vontade de tentar mudar quando e quanto possa, ou melhorar que seja o rumo dos acontecimentos. 

Tudo bem que viver não é fácil mas a vida é maravilhosa e com boa vontade se vai ao longe.























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